domingo, 28 de setembro de 2008

O tempo passa...

É engraçado como sempre queremos mudar a nossa vida, como reclamamos do jeito que tudo está caminhando, que isso não dá certo ou que aquilo não era assim... Mas de repente, como um passe de mágica, tudo muda e você não consegue lidar com essas mudanças e continua reclamando, só que agora pra se lembrar de como era boa a vida que você tinha e não dava valor.
Agora as tardes de sábado sem nada pra fazer tem gosto de saudade, saudade de quando a única preocupação da sua vida era estudar e tirar uma nota azul pra passar de ano, saudade da época que todos os seus caprichos eram realizados pelos pais, de quando se arrumava ansiosa para ir a escola ver aquele paquerinha, coisas que não tem volta e mesmo assim ainda perdemos o nosso tempo articulando uma forma de reviver, pelo menos por alguns minutos, esse fabuloso tempo que nunca mais voltará. Isso mesmo, nunca mais voltará!
Me lembro como eu era louca pra atingir a maioridade, de ser a dona do meu próprio nariz e tomar as minhas decisões sozinha. Mas ninguém me avisou que ser adulto não era fácil! Não estava preparada para enfrentar esse mundão, e acho que ainda não estou. Alguém sabe de um cursinho preparatório para a vida??? Preciso urgentemente de um desses!

Meu Deus, como é difícil tomar uma decisão. O medo de não estar fazendo a coisa certa me consome, sei que isso pode acarretar milhões de outros problemas, mas e agora? Será que eu sento e choro? A vontade é bem essa mesmo, de me jogar no chão e ficar esperneando e fazendo birra até que alguém venha resolver o problema por mim. Aiiiiiiiiiii pára o mundo que eu quero descer.

Onde foi parar aquele mundo ideal e cheio de igualdades entre os cidadãos? De condições de trabalho, estudo, lazer, saúde... sobrevivência mesmo?

Cansei.
Quero viver um conto de fadas, uma mistura de Cinderela com Alice no país das maravilhas. Uma Cinderela que não precise esfregar o chão e muito menos que tenha uma abóbora como carruagem, que o seu relógio nunca marque meia noite e que ela viva o seu amor com o Príncipe encantado logo no primeiro encontro, sem aquela historinha de ficar procurando a dona do sapatinho de cristal por dias e dias.
Pra que perder tempo né? A vida já é tão curta...
O jeito é aproveitá-la da melhor maneira possível, nem que seja se imaginando num conto de fadas, me sentindo uma verdadeira princesa e tendo a certeza que sempre há um final feliz me esperando.

E todos viveram felizes para sempre...
=)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Respeito é bom e eu gosto



Essa semana vi uma reportagem sobre uma esposa que conseguiu uma decisão favorável ao seu pedido de indenização por danos morais contra a amante de seu ex marido, calculada num montante de mais de 31 mil reais pela situação vexatória sofrida pela “vítima”. Sabe-se que esta decisão não é definitiva e que ainda cabe recurso. Mas, sinceramente, espero que esta decisão seja mantida e ultrapasse todos os tabus da nossa sociedade. Não quero expor aqui todos os argumentos jurídicos para essa situação, mas sim os valores que aprendemos desde crianças pelos nossos pais (pelo menos os que eu aprendi e acho que são corretos), aqueles que devemos respeitar o próximo, não fazer aos outros o que eu não quero que façam comigo e blá blá blá.
Eu concordo que não somos obrigados a ficar com quem não gostamos mais, afinal ninguém merece ser infeliz, e nossa liberdade é o que nos resta. O que eu gostaria que as pessoas entendessem e aprendessem era respeitar as outras pessoas. Coisas simples como ceder o seu lugar num ônibus lotado a uma pessoa mais velha, enfrentar uma fila, coisas que nos fazem pessoas melhores e consequentemente muda o dia.
Em uma das crônicas de Arnaldo Jabor aprendi que homens não tem conserto, que não existe homem fiel, que essa ilusão é toda nossa mesmo, a verdade é que eles nunca vão mudar. Bom, se isso é um mal da humanidade e temos que conviver com ele, paciência! Homens são necessários a nossa sobrevivência, eu tenho que admitir. Minha mãe sempre me falou isso, mas eu nunca escutei, achei que um homem seria capaz de mudar por uma mulher, pobre de mim! Mesmo diante de tudo isso eu ainda me pergunto: Por que uma mulher se dá ao trabalho de se meter na relação de um casal achando que o cara vai largar mulher e filhos pra ficar com ela, e a partir de então ele vai ser fiel a ela??? Isso não é ingenuidade, é burrice! Por isso, acho que a indenização é mais do que justa. Acima de tudo essa amante não respeitou o lugar de esposa que a outra ocupava, lugar esse que está lhe custando mais de 31 mil reais e que nunca vai apagar o titulo de amante.Às vezes me acho conservadora demais pro mundo que vivo hoje, ou que na verdade os valores se perderam, não existem mais. Mesmo assim prefiro me manter incorrompível e deixar a minha modernidade para outros assuntos. O negócio é ficar atenta ao que se faz, porque o velho ditado de que “aqui se faz, aqui se paga” está sendo cumprido ao pé da letra.

Os Anjos

Hoje não dá
Hoje não dá
Não sei mais o que dizer
E nem o que pensar

Hoje não dá
Hoje não dá
A maldade humana agora não tem nome
Hoje não dá

Pegue duas medidas de estupidez
Junte trinta e quatro partes de mentira
Coloque tudo numa forma
Untada previamente
Com promessas não cumpridas

Adicione a seguir o ódio e a inveja
As dez colheres cheias de burrice
Mexa tudo e misture bem
E não se esqueça antes de levar ao forno
Temperar com essência de espirito de porco
Duas xícaras de indiferença
E um tablete e meio de preguiça

Hoje não dá
Hoje não dá
Está um dia tão bonito lá fora
E eu quero brincar

Mas hoje não dá
Hoje não dá
Vou consertar a minha asa quebrada
E descansar

Gostaria de não saber destes crimes atrozes
É todo dia agora e o que vamos fazer?
Quero voar pra bem longe mas hoje não dá
Não sei o que pensar e nem o que dizer
Só nos sobrou do amor
A falta que ficou


Renato Russo
ingredientes fáceis nos dias de hj né?!?!?!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

O amor tudo supera....

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e näo tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e näo tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e näo tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor näo é invejoso; o amor näo trata com leviandade, näo se ensoberbece.

Näo se porta com indecência, näo busca os seus interesses, näo se irrita, näo suspeita mal;

Näo folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, seräo aniquiladas; havendo línguas, cessaräo; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, entäo o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas entäo veremos face a face; agora conheço em parte, mas entäo conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.



Corintios 13

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Essa saudade que eu sinto...

Passei a noite sonhando com você. Como em muitas outras vezes você se aproximava com aquelas desculpas esfarrapadas, como se nada tivesse acontecido entre a gente, com aquele jeitinho de falar que mexe comigo. E como em todas as vezes, eu me rendia aos seus encantos.
Acordei perturbada, com um sentimento de vazio, de solidão, de saudade.
Saudade do cheiro, do gosto, do calor, do beijo e do louco desejo. Saudade de acordar num dia de feriado como hoje e olhar pro lado da cama e te ver dormindo. Saudade de ouvir o telefone tocar no meio da noite com você me dizendo que não conseguia dormir e precisava ouvir minha voz. Saudade de escutar você me chamando, com aquela vozinha manhosa de quem quer carinho. Saudade de passar noites em claro cuidando da sua febre, da sua tosse, da sua dor. Saudade de ver aquela carinha de confuso, de sem graça, de quem tinha feito algo errado, igual a uma criança.
Ai quanta saudade!
O que eu sinto? Não sei dizer!
Sinto saudade. Saudade de coisas boas, de lembranças, de dias de chuva, de tardes de sol, até do frio (que eu não gosto) que você me esquentava enquanto tomávamos um vinho. Saudade de fazer você ir comprar amendoim japonês pra mim no meio da madrugada ou de te encher o saco porque estava com desejo de comer uma torta de nozes.
Saudade é uma palavra que descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. É um substantivo abstrato. Realmente tão abstrato que ninguém consegue definir ao certo o seu significado. Uma confusão de sentimentos e lembranças. E dessa confusão e das minhas loucas lembranças que hoje eu sinto saudade.
Saudade não tem cor, mas pode ter cheiro, o seu cheiro, aquele inconfundivel que consigo sentir à metros de distância. Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande.
A saudade pode ser o resultado de um sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele. Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão. Mas na maioria das vezes é uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever. É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir.
E apenas isso, sem maiores explicações, o que tenho hoje no meu coração!
E quem nunca sentiu saudade???

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Manual

Por que mulheres são assim? Às vezes os homens tem razão de reclamar que não as entendem. Se o cara não liga no dia seguinte é porque ele é um cachorro e não merece o seu amor. Se o cara liga todos os dias e se mostra interessado por você é porque ele é um pegajoso e não te deixa respirar. Mas basta esse cara sumir por apenas um dia pra você entrar em parafuso e sair gritando aos quatro ventos que ele não te quer mais.
Você diz que não gosta dele, mas não quer abrir mão do rapaz. Você não quer compromisso com ele, mas não aceita que ele se relacione com outra garota. E daí? Ainda não quer ouvir que mulheres são complicadas?

Os homens é que tem razão, mulheres deveriam vir com manual de instruções. Cada uma com o seu é claro, porque não existe um padrão, cada uma tem um funcionamento próprio. São como os eletrodomésticos, tem várias marcas, cores, tamanhos e funções diferentes, nenhuma é igual a outra, até mesmo as fabricadas em série no final acabam sendo diferentes.

Sugiro que cada uma de nós monte o seu próprio manual de instruções e que seja revisado a cada 6 meses, para o caso de haver necessárias adaptações.

Até parece piada eu estar escrevendo isso, fugindo de qualquer discurso feminista e ainda dando razão aos homens. Mas acho que facilitaria muito a vida de todos, assim os homens só tomariam a atitude errada caso realmente quisessem e não poderiam usar como desculpa o velho “eu não sabia”.

Não seria prático? Evitaríamos as desgastantes DR’s que eles tanto odeiam, apenas diríamos: “- Abra o manual na página 28 que tem a resposta que procura”. E eu continuaria lendo a minha revista sem o maior problema, como se nada tivesse acontecido.

Pra quem acha que uma briguinha de vez em quando aquece a relação, é só deixar algumas lacunas no texto do seu manual, assim você dará uma brecha ao moço e o problema estará resolvido.

Aproveitaríamos melhor o tempo ao lado do nosso amado, conversaríamos apenas sobre coisas interessantes, gastaríamos o tempo em silêncio apenas com troca de olhares apaixonados, daqueles que já dizem tudo.

Seria a relação perfeita. 100% de aproveitamento.


Nosso manual poderia ser repleto de coisas boas, qualidades infinitas, listas de presentes, cores favoritas, gestos e ações elegantes que eles poderiam fazer só pra nos agradar. Poderia vir com especificações das sanções atribuidas para cada item descumprido e também com as gratificações a cada item bem desempenhado.

Poderia conter também todas as nossas maiores qualidades, como ótimas cantoras, dançarinas, sedutoras e um ou outro defeito, como não gostar de futebol ou de pescaria, até mesmo porque jamais precisariamos demonstrar o nosso lado inseguro, ciumento, imaturo. Tudo seria tão perfeito que dispensaria qualquer ataque histérico ou surto psicótico advindo de uma situação constrangedora que nos colocamos por causa de uma atitude dele.

A idéia do manual não me parece tão absurda assim, tenho certeza que alguns homens gostariam realmente que ele existisse. E quem sabe um dia isso não possa ser verdade e nos ajudar a ter uma relação estável. Lendo uma revista esses dias, aprendi que devemos ser menos pessimistas, e aprender a observar melhor as coisas boas que nos acontece, e que para isso deveríamos listar no final do dia 5 coisas boas que nos aconteceu, assim teríamos dimensão do que o mundo nos proporciona de bom todos os dias. Acho que poderíamos fazer a mesma coisa com a nossa relação e começar o nosso manual assim, listando todos os dias os pontos positivos que o seu amado tem, as coisas boas que fizeram e tudo que te agradou naquele dia. Em pouco tempo o manual estará todo completo.

Depois de tudo isso, só precisamos encontrar o cara que esteja disposto a seguir todas essas instruções com muito bom humor e aproveitar de tudo isso. Mas enquanto isso não acontece, vamos preparando o nosso manual, cheio de qualidades e coisas boas, para que o moço desperte o interesse em cumpri-las direitinho.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Desentalando...

Hoje acordei me perguntando sobre o que as pessoas são capazes de fazer.

E logo cedo me revoltei.

Fiquei pensando e recordando fatos que eu realmente gostaria de esquecer, mas que por mais que eu tente não consigo.

Ainda sinto um nó na garganta, uma vontade de falar tudo o que está entalado, vontade de dar um chacoalhão em algumas pessoas e mostrar que elas não são melhores do que eu.

Eu fui traída sim, embora muitos achem que não, mas tiveram a ousadia de passar por cima dos meus sentimentos, não se importando se eu estaria sofrendo ou não. Agiram como se tudo isso fosse normal, a coisa mais natural do mundo, mas tenho certeza que nenhuma dessas pessoas se colocou no meu lugar e se perguntou: “E se fosse comigo?”

O que me revolta é saber que já dei minha cara a tapa por elas. Já briguei, defendi, menti, inventei desculpas, acobertei... Fiz tudo o que uma amizade exigia. Sim, amizade sim! Eu considerava uma amizade, não eram só coleginhas de festas ou conhecidas de rua, eu realmente me preocupava com elas. Será que alguém se importou comigo??? Não, lógico que não!

O tempo me mostrou o que eu não queria ver. Não pude acreditar que as pessoas que eu tanto queria bem não se importavam nenhum pouquinho comigo. Insignificante. Isso que eu era e não sabia. Eu era apenas uma pessoa insignificante.

Então por que será que devemos mesmo fazer o bem sem olhar a quem? Estou começando a mudar meu ponto de vista. Não que eu ache que devo fazer o mau, mas acho que devo escolher melhor as pessoas a quem fazer o bem.

Não espero nada em troca, não espero que as pessoas façam algum bem a meu favor, mas apenas gostaria que não fizessem o mau. Ser omisso nessas horas vale muito mais que qualquer atitude.

Mas como ninguém é detentor de toda a sabedoria, ainda tenho muito a aprender, e esse foi apenas mais um dos tombos que levei e ainda vou levar, pois é através de cada um deles que aprendo e tento ser uma pessoa melhor.

Já me sinto mais leve.
Ufa!
To feliz de novo!
=)

Só esperando passar as horas para começar o “meu” dia.

Ai ai ai